Às vezes é melhor pagar mais caro?

Às vezes é melhor pagar mais caro?

No pacote de desejos de consumo, é comum ser barrado pelo preço de itens muito desejados e testar opções mais em conta na promessa – e esperança – de oferecerem a mesma qualidade. Infelizmente, porém, é mais comum a decepção do que a deliciosa sensação de barganha bem feita.

Pensando em fazer boas escolhas financeiras, optar por itens e serviços de maior valor e oferta diferenciada pode ser a garantia de durabilidade e competência que se espera do investimento.

Longe de dizer que todo produto mais barato é inferior, o que determina tudo é a pesquisa na hora da escolha e considerar seriamente se o objeto de consumo oferece ou não aquele ponto principal que motiva sua obtenção. Por exemplo: se o que o consumidor procura é um carro novo com câmbio automático e termina optando por comprar um modelo com a marcha manual pelo valor inferior, certamente, com o tempo, a ausência daquele diferencial irá frustra-lo.

A sensação de frustração é, em geral, propagada pela pressa na aquisição do bem de consumo: o famoso não poder pagar pelo que se quer, mas, comprar o que der sem considerar o futuro do item nas necessidades vindouras.

Por esta razão, o planejamento financeiro e – por que não mencionar? – o planejamento dos sonhos de consumo, devem ser considerados dentro dos limites de poder de compra da ocasião.

O consenso não vale apenas para bens de alto valor, muito embora sejam os de maior impacto, tendo em vista que pequenos confortos e necessidades também podem ser grandes ceifadores de dinheiro.

A correta economia está num ponto muito equilibrado que envolve quatro importantes “saberes” cotidianos:

  • Saber das razões que estimulam a necessidade de compra;
  • Saber qual é a modalidade financeira em que a necessidade se encaixa;
  • Saber qual desprendimento financeiro é possível fazer para obter o bem no momento ou se é necessário poupar mais para garantir que este seja realmente útil e, por fim;
  • Saber as melhores condições de mercado para fechar o negócio.

Seguindo a lógica do consumo apropriado, é pouco provável achar que pagou caro demais em algo que se obtém ou pensar que pagou barato em demasia em algo que não cumpriu o prometido. As necessidades de cada bem de consumo devem ser determinadas bem antes da compra e não há ocasião em que seja recomendado escolher itens por impulso.

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