A dívida não para de crescer: quito, negocio ou paro de pagar?

A dívida não para de crescer: quito, negocio ou paro de pagar?

A crise bateu na porta de milhões de brasileiros, e consequentemente, o número de dívidas também. A quantidade de famílias endividadas chegou ao maior nível da história em junho, 67,1%, é o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Se você está dentro dessa estatística já deve ter se perguntado como agir diante da situação: quitar, negociar ou simplesmente parar de pagar a dívida? Foi pensando neste questionamento que a especialista em finanças Nathalia Arcuri deu dicas sobre como proceder diante de dívidas. 

O primeiro pensamento é sobre quitar as dívidas. Vamos supor que você tenha recebido uma boa proposta para pagar uma dívida que já incomoda faz tempo, a dívida que antes era R$ 5 mil, diminuiu para R$ 500. Se você tem o dinheiro na conta e consegue pagar com folga no orçamento, ótimo. 

Contudo, mesmo que o valor negociado seja atrativo, se você não tiver o dinheiro na conta e o pagamento for comprometer seu orçamento ou a sua reserva de emergência, não é recomendado quitar. O ideal é que você pague e tenha reserva de emergência para pelo menos mais um mês, fora o dinheiro já previsto para pagar as contas.

Uma outra vantagem de quitar, além de se livrar da dívida, é ter o nome limpo. Sem restrições no nome, se você precisar de crédito novamente, você conseguirá com menos juros. 

Contudo, nem sempre quitar é a ação mais estratégica. Se você recebeu um dinheiro bom do FGTS ou tem um investimento e ao mesmo tempo tem uma dívida que pague tranquilamente todo mês, não há motivo para resgatar o dinheiro para adiantar as parcelas. Nathália recomenda investir o dinheiro. Segundo ela, o ideal é pensar na multiplicação do dinheiro, isso por meio do investimento.  

Agora vamos supor que você tenha uma dívida e não consiga renegociar de jeito nenhum, em todas as tentativas o banco se recusa e você não tem dinheiro suficiente para pagar à vista. Neste caso, analise todas as condições do financiamento que você fez, como taxas e tempo de pagamento. Depois de analisar, compare com outros bancos. Muitas vezes transferir o financiamento para outro banco é benéfico. Neste caso, basta fazer a portabilidade para ter melhores condições em outra instituição financeira. 

Quando o banco se recusa a negociar a dívida, existe também a opção de entrar com uma ação judicial. Advogados especializados são capazes de orientar da melhor forma sobre como iniciar o processo.

Em outra situação, suponha que você tenha uma dívida de financiamento de terreno ou veículo e não tenha condições nenhuma mais de pagar. Neste caso, o melhor a se fazer é tentar vender para alguém que compre à vista. Assim, você paga o que deve ao banco e retira a parte que investiu nisso. 

Contudo, a dica de ouro para quem deseja se livrar de uma dívida pagando à vista é fazer renda extra, juntar o dinheiro, investir ou até mesmo vender objetos que você não precisa.

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