Entenda o que é efeito meteoro e por que ele pode derrubar o PIB em 10%

Entenda o que é efeito meteoro e por que ele pode derrubar o PIB em 10%

O governo brasileiro vinha divulgando nos últimos meses a previsão de que a economia poderia estar no caminho da recuperação. Contudo, com o baque da pandemia do novo coronavírus, a situação econômica do Brasil não está das melhores, já houve uma retração de 1,5%. Nesse contexto, o ministro da Economia Paulo Guedes descreveu o momento como um “meteoro” na economia.

Mesmo com o resultado já negativo no primeiro trimestre de 2020, os especialistas preveem que o pior ainda não chegou. O verdadeiro resultado será visto nas próximas divulgações do Produto Interno Bruto (PIB), que pode cair até 10% no segundo semestre deste ano.

Em um cenário mais otimista, a reabertura gradual da economia pode ser um respiro. É claro que não se espera que tudo volte ao normal ainda este ano, contudo, se o comércio voltar aos poucos e não houver uma segunda onda de contaminações pelo coronavírus, o PIB pode voltar a crescer em 2021. Para chegar no patamar que estava no fim de 2019 seria necessário um tempo maior, apenas em 2022, no fim do mandato do governo Bolsonaro. 

As projeções variam de pesquisa para pesquisa. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre), por exemplo, fez uma projeção de queda do PIB de 5,4% para 6,4% este ano. No segundo trimestre, a queda pode ser até de 9,4%. Já o Itaú Unibanco previu a queda de 4,5% para 2020 e espera contração de 10,6% no próximo trimestre. O Banco UBS é mais pessimista, projetou queda de 16% no segundo trimestre.

Ações do governo

O governo federal já contabilizou R$ 558,2 bilhões em ações para enfrentar a pandemia, fora os recursos dos principais bancos públicos, BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Para as pequenas e médias empresas, por exemplo, o governo liberou uma linha de crédito emergencial de R$ 40 bilhões. Essa linha terá taxa de 3,75% ao ano e não terá spread bancário. Além disso, as empresas poderão começar a pagar só depois de 6 meses, tendo 36 meses (3 anos) para quitar a dívida. Contudo, para participar, é necessário um faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também realizou uma série de medidas. Uma delas é a autorização do Banco Central para conceder empréstimos a instituições financeiras com a garantia de debêntures adquiridas entre 23/3 e 30/4. Além disso, abriu uma nova linha de crédito para pequenas empresas das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

É possível também renegociar dívidas. O Banco Central, juntamente com o Ministério da Economia anunciaram que haverá facilitação na renegociação de dívidas de famílias e empresas, o valor será de até R$ 3,2 trilhões em empréstimos.

Um decreto do governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que é cobrado em operações de crédito. A medida valerá para transações realizadas entre 3 de abril e 3 de julho deste ano.

Essas são algumas das ações que visam amenizar os impactos da pandemia no país. O cenário é preocupante, o que resta é aguardar as próximas divulgações do PIB.

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