A economia brasileira está preparada para o coronavírus?

A economia brasileira está preparada para o coronavírus?

Nas últimas semanas a atenção do mundo se voltou para o novo coronavírus, doença que causa infecções respiratórias e altamente contagiosa. O novo agente do coronavírus (nCoV-2019) foi descoberto no dia 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China. A cidade de Wuhan é origem do surto. O que muitos têm se perguntado é se a economia brasileira está preparada para uma possível crise causada pelo vírus.

O secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais, Marcos Troyjo, demonstrou tranquilidade em sua fala no debate que participou no dia 31 de janeiro no Rio de Janeiro. Segundo Troyjo, o Brasil está bem preparado porque tem diversificado as exportações. 

A expectativa é que as autoridades chinesas estejam tomando as medidas necessárias para que a doença seja controlada e que não afete diretamente a economia mundial.

No evento, o secretário ainda afirmou que até agora o Brasil não sentiu grandes impactos. “Até o presente, nós não temos sinalização de que nossas exportações estejam sofrendo qualquer tipo de impacto mais significativo por conta disso. Vai depender muito da evolução, e isso não diz respeito só ao Brasil, mas a todos os países que fazem negócios com a China. Hoje, de cada dez países, sete tem a China como principal parceiro comercial”, expôs Troyjo.

O governo tem também realizado estudos sobre os possíveis impactos do coronavírus. Outro fator que indica preparação brasileira. De acordo com o secretário, o Brasil tem condições de absorver choques negativos que vierem do exterior, pois a economia do país está forte.

Cenário mundial da doença

A situação da doença no mundo é preocupante. Até a última terça-feira (4), já havia sido confirmadas 426 mortes na China. Além de 20,4 mil pessoas contaminadas no país asiático também. 

Já no Brasil, até a última segunda-feira (2), eram 15 casos suspeitos em investigação em sete estados, mas nenhum deles foi confirmado. São Paulo é o que tem mais casos suspeitos: 7 estão sendo investigados.

Uma das preocupações que surgiu junto com o vírus era se era possível ele vir em produtos importados da China. Contudo, os médicos já esclareceram que o vírus só é transmitido entre humanos. Além disso, não sobrevive mais de 24 horas fora do corpo. Mais um fator que não deve afetar a economia. 

O Ministério da Saúde divulgou que o Brasil tem condições de lidar com o surto. Existe uma estrutura de vigilância epidemiológica que trabalha juntamente com os estados para tentar mapear a epidemia, se ela vier a ocorrer. 

Para os cidadãos, se a doença chegar no Brasil, os cuidados a serem tomados devem ser os mesmos para não adquirir uma gripe comum. Evitar contato direto com pessoas que estejam com os sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes bem ventilados. Nos aeroportos o trabalho é reforçar, por meio de avisos sonoros, as recomendações sobre sinais, sintomas e cuidados básicos.

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