Como reconhecer e o que fazer em caso de infarto

Como reconhecer e o que fazer em caso de infarto

Você deve conhecer alguém que já sofreu um infarto. A doença acomete cerca de 400 mil brasileiros por ano, desses, 100 mil são levados à óbito. Contudo, nem sempre a vítima ou as pessoas próximas têm noção de que os sintomas significam infarto, por isso, é necessário ter conhecimento dos indícios do problema.

Quanto mais rápido o paciente for socorrido, melhores são as chances de recuperação. Isso porque, a gravidade da doença está diretamente ligada à quantidade de músculos afetadas, sendo assim, a artéria precisa ser desobstruída rapidamente. 

A causa mais comum do infarto é quando uma placa de gordura estoura dentro da artéria e obstrui a passagem de sangue. Em se tratando de gordura, a enfermidade então está conectada à obesidade. Pessoas obesas e sedentárias são as mais suscetíveis. Isso explica também porque o número de casos de infarto aumentou, de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2018, o percentual de obesidade no Brasil aumentou 67,8%. Além disso, o excesso de peso aumentou 30,8%.

Durante um ataque cardíaco o corpo inteiro pode sentir. O principal sintoma é dor no peito, como se fosse um aperto mesmo. É comum também uma sensação de fadiga, profundo mal-estar, falta de ar, náusea e enjoo. O braço esquerdo também pode apresentar dores.

Ao sentir os sintomas, principalmente a dor no peito, o paciente deve ser levado para a emergência imediatamente. Muitos hospitais possuem até atendimento prioritário. O recomendável é que o tempo de atendimento não ultrapasse 60 minutos, o que é suficiente para desobstruir a artéria. 

O paciente pode sofrer, além do infarto, uma parada cardíaca. A ressuscitação cardiopulmonar é a técnica recomendada para estes casos. Mas, vale lembrar, que ela precisa ser feita por alguém habilitado, como profissionais de saúde.

Outras duas complicações do infarto são arritmias cardíacas, que são os batimentos desregulados e indicam má funcionamento do sistema elétrico do coração. Além disso, o quadro pode evoluir para insuficiência cardíaca, quando a bomba do coração não bombeia mais sangue suficiente.

Cuide-se

Agora que você já sabe reconhecer um infarto e como agir, existem alguns hábitos importantes que previnem a doença. A alimentação saudável é uma aliada na prevenção. Opte por uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos. A gordura, os açúcares, o sal e as bebidas alcóolicas devem ser evitadas.

Enquanto a alimentação ajuda, o tabaco é um dos principais inimigos. A nicotina modifica as paredes arteriais, ambiente propício para o aparecimento de placas de gordura.

Os exercícios físicos também são aliados do coração. Os sedentários podem começar com 150 minutos de exercícios por semana e ir aumentando conforme o corpo for criando resistência. Vale contar com a ajuda de um profissional neste processo. 

Por fim, para os que já passaram dos 40 anos, é indispensável um acompanhamento com cardiologistas. Para os que têm antecedentes de problemas de coração na família, o controle deve começar a partir dos 30 anos. 

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